Escola de Escrita e Vivências Poéticas

A Quinta Figaradeiro também é uma Escola de Escrita e de Vivências Poéticas, usamos a escrita como ferramenta de intermédio e de acesso a esse olhar poético com relação à natureza.

“Se podes olhar, vê

Se podes ver, repara.”

(José Saramago)

 

Você já conhece a nossa missão?

A nossa missão é: Cultivar e semear um olhar poético sobre a natureza.

Isso significa incentivar uma relação mais sensível, consciente e diferente com a natureza. Esse diferente é colocar um olhar amoroso de quem tenta compreender com igualdade.

Mostramos nossa missão de diversas maneiras: nossos produtos são feitos com carinho em cada detalhe. Consideramos a história de cada árvore de nosso terreno e de muitas ervas que nos oferecem matéria-prima, somos muito gratos com a relação que vamos desenvolvendo com as pessoas nos mercados. Nossa missão pode ainda ser vista no modo como interagimos com o nosso espaço, sempre tentando respeitar ao máximo o nosso tempo e o conhecimento que vamos adquirindo com a própria terra, seus arredores, com os vizinhos e os antigos que já andavam por aquela região.

Cada lugar onde pudermos colocar um verso, mesmo que simples, lá estará. Nossa ideia é que nossa relação em crescente com a terra atinja outras pessoas que aprendam a se reconhecer como parte da natureza e a celebrar esse reencontro.

Por isso, faz todo sentido termos uma escola.

 

Escola de Escrita e Vivências Poéticas na Quinta Figaradeiro

 

A Quinta Figaradeiro também é uma Escola de Escrita e de Vivências Poéticas, usamos a escrita como ferramenta de intermédio e de acesso a esse olhar poético com relação a natureza. Levando em consideração que nós também somos natureza, isso inclui autoconhecimento e a relação que mantemos com o natural. Trata-se de reaprender a ver, de resgatar aquele olhar infantil sobre as coisas, esse enxergar que coloca tudo novo e amplia o que pode ser sentido.

Então vamos ter workshops, retiros e outras atividades que tendem à convivência humana afetiva e ao desenvolvimento da escrita como forma de “transver o mundo”.

“A arte não tem pensa:

O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê

É preciso transver o mundo.”

(Manoel de Barros)

Os 7 pilares da “Escola de Escrita e Vivências Poéticas” Quinta Figaradeiro

 

A Escola de Escrita e Vivências Poéticas na Quinta Figaradeiro existe para lembrar que escrever começa com um gesto simples: aprender a transver e depois escrever.

  1. O olhar antes da palavra

“O essencial é invisível aos olhos.”

 (Antoine de SaintExupéry)

Toda escrita nasce de uma forma de ver.

Antes da técnica, cultivamos a atenção. Aprender a observar paisagens, gestos, silêncios e detalhes é o primeiro passo para uma escrita viva.

  1. Natureza como sala de aula

“In every walk with nature one receives far more than he seeks.”

(John Muir)

A paisagem da Serra de Montejunto não é apenas cenário, é parte do método.

A natureza ensina ritmo, ciclos, transformação e presença. Caminhar, observar e escutar o ambiente tornam-se práticas criativas. É preciso aprender a fluir.

  1. Escrita como experiência

“La poesía es algo que anda por las calles. Que se mueve, que pasa a nuestro lado. Todas las cosas tienen su misterio, y la poesía es el misterio que tienen todas las cosas.”

(Federico García Lorca)

 

Escrever não é apenas produzir textos. Na Escola Figaradeiro, a escrita surge de vivências: caminhadas, práticas artesanais, conversas, leituras, silêncio, observação e experimentação.

 

Mais que um registro do visto com os olhos do sentir, é uma tradução. Muitas vezes o “captado” só vai ser traduzido depois de escrito e lido. É nesse processo de “metacognição poética” que, surpresos, teremos ainda novas compreensões.

  1. Imaginação e liberdade criativa

“El poeta nombra las cosas: éstas son plumas, aquéllas son piedras. Y de pronto afirma: “Las piedras son plumas, esto es aquello.”

(Octavio Paz)

A escrita é também território de invenção.

Valorizamos o jogo com a linguagem, a imaginação, a experimentação poética e a liberdade de explorar diferentes formas de expressão.

  1. Comunidade e partilha

“Não vemos as coisas como são, vemos as coisas como somos.”

(Anaïs Nin)

A escrita cresce no encontro. O encontro com o outro, com a natureza, consigo mesmo.

A escola é também um espaço de troca entre leitores, escritores e pessoas interessadas na linguagem e na experiência sensível do mundo.

  1. Literatura em diálogo com a vida

“O mundo está cheio de coisas óbvias que ninguém observa.”
(Arthur Conan Doyle)

A literatura não está separada da experiência cotidiana.

Os textos nascem do contato com o mundo, com a natureza, com as histórias pessoais e com os encontros humanos.

  1. Cultivar um olhar poético sobre o mundo

The imagination is the power of the mind over the possibilities of things.”

(Wallace Stevens)

 

O objetivo da escola não é formar escritores. A escrita é a ferramenta base que escolhemos para trabalhar, é o vento que ajudará a espalhar nossas sementes.

É cultivar uma forma mais sensível, atenta e poética de perceber a vida e permitir que esse olhar se espalhe para além das terras da Quinta Figaradeiro.

 

Concurso de Poesia - Escola de Escrita e Vivências Poéticas

 

Para celebrar a primavera, venha participar do nosso primeiro concurso de poesias Florescer! É só entrar no link a seguir: http://forms.gle/P191XKaF1kvrmMFY6

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